Galera, convido todos a conhecerem a nova casa da Expedição. O projeto mudou de nome e ganhou novos conceitos. Agora são vocês que irão construir essa história. Muita coisa ainda precisa ser feita. Mas o espaço já está aberto para comentar e sugerir o que melhorar. Agradeço a todos que um dia passaram por aqui. Com certeza a presença de vocês foi o grande motivador para o sucesso da Expedição. Por favor, atualizem seus favoritos e bookmarks. Sejam bem-vindos a Carona Interativa!
Britânico tenta viver um ano sem gastar ou receber dinheiro
Um economista britânico começou neste sábado um experimento social para tentar passar um ano sem gastar ou ganhar dinheiro. Mark Boley, de 29 anos, faz parte de uma espécie de movimento conhecido na Grã-Bretanha como "Freeconomist".
Durante os próximos doze meses, ele pretende morar em um trailer emprestado em uma floresta nas proximidades da cidade de Bristol, no oeste da Inglaterra. O trailer é equipado com um painel solar e um fogão à lenha e o banheiro será um buraco no chão.
"Quero ver como é a vida sem ganhar dinheiro na civilização ocidental", diz Boley, que diz estar cansado do "destrutivo sistema capitalista" e acredita que pode fornecer seu conhecimento para conseguir o que precisar sem receber dinheiro em troca.
Para garantir a alimentação, Boley vai depender da comida que conseguir encontrar ou plantar, além de doações. "Tenho me preparado bastante nos últimos dois meses, mas o desafio vai ser em relação às coisas para as quais não posso planejar - um braço quebrado, exaustão ou, no pior dos casos, luto na família", disse o britânico.
Boley já tentou fazer um outro experimento, de andar até a Índia sem gastar dinheiro, mas a tentativa terminou em Calais, na França, onde não conseguiu explicar o projeto no idioma do país e teve de voltar para Bristol.
Domingo de Sol em Curitiba. Ultimamente estou acordando além do meio dia nos finais de semana. Fruto de porres cada vez maiores e das baladas insossas que ando me envolvendo. Metade do dia perdido e eu nem conseguia olhar pra uma lata de cerveja. Pensei em andar de bike, mas com meu preparo físico debilitado e a Caloi sem freio, preferi não arriscar. Precisava de algo mais tranqüilo, purificador e espiritual. Um chá preto talvez. Minhas opções eram confusas e estranhas. Precisava sair de casa. Estava quase indo ver que tipo de ritual rolava na igreja Bola de Neve, mas preferi algo mais próximo da natureza. Peguei o carro e segui em direção a Campo Magro, região metropolitana de Curitiba, com intenção de ir até o distrito de Bateias, onde diz a lenda existir uma filial do Saint Daime no Paraná. Não tinha pretensões de tomar o chá mágico nesse dia, queria mesmo era participar de alguma reunião e conversar com os padrinhos da tradicional seita.
Campo Magro é uma cidadezinha rural que nem parece estar tão próximo da capital. A região possui um terreno muito irregular e montanhoso, protegida boa parte por ser área de manancial que forma a represa do Passaúna, evitando assim que os loteamentos suburbanos dominassem a cidade. Sem grandes atrativos, passei reto pelo centro num piscar de olhos até identificar uma placa convidando o motorista para conhecer a Rota do Turismo Rural. Fui convencido pelo asfalto inicial da Rota, que durou míseros 500 metros. Sobrou pro meu Celtinha que levantava poeira sem eu ter a mínima idéia onde a estrada poderia me levar.
Toda curiosidade tem suas recompensas. Meu prêmio foi uma placa cinco quilômetros adiante, indicando a direção e existência de umas misteriosas Cachoeiras Gêmeas. Ao fundo da paisagem campeira, chamava atenção o majestoso Morro da Palha, local predileto de decolagem para os amantes do vôo livre. O tempo aberto sem nuvens já permitia visualizar umas pequenas pipas ao redor do monte. A essa altura já tinha desistido de visitar a vila de Bateias e a galera mística do Daime. Mesmo sem grandes expectativas, decidi desvendar as cachoeiras, subir até o cume do Morro da Palha e quem sabe: saltar!
Mais três quilômetros de chão, ressurge a placa derradeira sinalizando o local das cachus a poucos metros. Na chegada, alguns carros farofas no estacionamento, mas ninguém capaz de me dizer se a trilha de acesso era extensa ou pesada. Infiltrei-me na desconhecida picada até encontrar uma placa surpreendente: Cachoeiras Gêmeas (105 metros) e Cascata do Macaco (90 metros). Imaginei-me debaixo de cachoeiras gigantes no meio de cânions profundos e exuberantes. Mas ao conferir primeiramente a Cascata do Macaco, não consegui ver mais que 15 metros. Como era cascata, outra parte dela devia estar mais acima, escondida na minha linha de visão. Parti para as Gêmeas e lá percebi que os metros anunciados eram a distância até as cachus e não a altura delas.
Despedi-me da farofada e pisei fundo até o Morro da Palha, com a intenção de chegar ao topo antes do pôr-do-sol. Já no começo da pirambeira, notei que meu Celtinha não era apropriado para encarar os atoleiros da estrada. Abandonei a barca e fui a pé, desanimado com a situação. Logo em seguida vi uma Pajeiro encalhada com as duas rodas laterais dentro de uma vala. O motorista tiozão de prédio mal sabia ligar a tração nas quatros rodas, o que explicou a cagada do dia. Fiquei de bituca ali perto esperando uma improvável carona, pois a subida era grande e penosa. A sorte veio rapidamente com um jipão antigo lotado de gente. Não quis nem saber e me espremi com a galera no banco de trás até uma certa altura, quando o jipe resolveu voltar. Só me restou botar sebo nas canelas e em 20 minutinhos de pernada alcançar o topo do Morro da Palha, com seus 1.190 metros.
Lá conheci o Paulinho, que trocou a vida na cidade para morar próximo ao pé do Morro, dedicando-se a sua paixão: o vôo livre. O barato dele era pousar no jardim de casa, mas nesse dia ele iria descer ao lado do bar e comemorar com os amigos em terra. Muita gente observando também a formatura da Ana Clara, pronta para realizar seu primeiro vôo solo. Após um pacote inicial por causa da força do vento, ela ergueu o velame corretamente e seguiu direto para área de pouso. Já os outros pilotos faziam questão de ficar ao redor do Morro, aproveitando o vento rebatido para cima e curtindo um belo pôr-do-sol. Só não saltei porque não havia equipamento para vôo duplo no dia, sem falar que o instrutor responsável tava mais louco que o Lobão!
Carona... É a mochila nas costas É a falta de grana É procurar quem se ama É encontrar os amigos É o polegar estendido É ter rumo indefinido É ver lugares novos É estar perdido É confiar no destino É esperar o desconhecido É não saber ao certo É precisar de ajuda E não ter ninguém por perto...
Carona... É ver os carros passando É saber esperar É ver a luz de freio acender E ter a certeza de que vai chegar...
Carona... É o medo da noite e da chuva É o prazer da aventura É o medo da morte É acreditar em Deus e na sorte...
Carona... É um posto, um quebra-molas Um trevo, uma encruzilhada Uma curva, uma parada Uma carroça, uma bicicleta, um andante Uma lanchonete, um restaurante São os carreteiros amigos E a placa de papelão Um carro, uma moto, um caminhão É um marco em meu coração, Um abraço, um aperto de mão...
Carona... É a alegria de viver É ver alguém que espera sem saber É estar em paz consigo É se tornar amigo repentino É ser um estudante gaudério É carregar um mistério É ser bandido e perigo É minha alma Paraná É ter histórias pra contar, Lembranças pra chorar E pessoas pra amar...
Carona... É uma lembrança criança É não perder a esperança É a polícia rodoviária É uma paixão solitária São sonhos e acidentes Coincidências e pesadelos São os tempos meninos De ajudar sem interrogar De conversar sem motivos...
Carona... É sentir saudades É fazer amizades É ter a esperança de rever algum dia É caminhar pelas rodovias É estar só É estar livre É ver o mar É querer ajudar É rir e chorar São sentimentos extremos Estranhos pra se explicar...
Sábado passado, encontrei-me com mais dois amigos, Krause e Delano, para encaramos a histórica trilha de Itupava, centenário caminho calçado com pedras por escravos, aberto para ligar Curitiba a Morretes entre 1625 e 1654. Durante mais de três séculos os caminhos coloniais foram a única passagem da costa para o planalto, dando posteriormente origem às rodovias e ferrovia, que possibilitaram o desenvolvimento do Estado do Paraná.
No meio da caminhada cruzamos com os trilhos da ALL, chance ideal para abandonarmos a trilha em busca de algo mais radical e ousado: uma carona no trem, ou melhor, por cima dele, no melhor estilo Indiana Jones. Abaixo, no vídeo, um pequeno trecho sintetiza a aventura e a beleza do trajeto. No final, uma singela mensagem aos companheiros que desistiram dessa trip por qualquer motivo. Aumente o som e confira mais essa carona no currículo da galera!
O número de "lesmas" está crescendo nos subúrbios de Washington. É esse o nome dado àqueles que pegam carona entre a casa e o trabalho para economizar na condução. O que o motorista que dá carona leva em troca? Pode usar uma das pistas consideradas por lá de "alta ocupação", exclusivas para veículos com duas ou mais pessoas a bordo.
Essas pistas (conhecidas como HOV, high occupancy vehicle) existem em todas as grandes rodovias dos Estados Unidos. Adiantam a vida daqueles que viajam com um ou mais passageiros a bordo. São especialmente úteis em regiões como a de Washington, onde os congestionamentos são constantes.
Como a grande maioria viaja sozinha, as pistas HOV ficam quase sempre vazias. No horário de pico, o uso delas pode economizar até meia hora em uma viagem de uma hora e meia entre a casa e o trabalho. Foi da necessidade de alguns motoristas de encontrar caronas que surgiram os "slugs", ou "lesmas". Em geral os motoristas que pretendem conseguir ao menos um passageiro se dirigem a terminais de metrô ou de trens de subúrbio, onde encontram filas de quem pretende viajar de carona.
O que o "slug" ganha em troca? Uma boa economia em gasolina ou no dinheiro da passagem. Grosseiramente essa economia é de 10 dólares por dia. Como tudo nos Estados Unidos, a relação entre motorista e "slug" obedece a algumas regras. O carona não deve mexer no rádio, nas janelas, nem falar no celular. Para evitar intimidade, ninguém se apresenta formalmente. Os caronas devem evitar assuntos polêmicos: esportes, religião e política, por exemplo.
Como se trata de uma atividade informal, não existem estatísticas a respeito. Mas quem usa o "serviço" diz que as filas cresceram nas últimas semanas, desde que o preço da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou o equivalente a R$ 1,70 o litro. Tudo indica que há futuro para essas viagens compartilhadas por estranhos. E no Brasil, será que a idéia vingaria?
Objetivo da Expedi��o
Contornar todo o litoral da Am�rica Latina utilizando apenas a carona! Uma aventura que vai promover a pr�tica deste transporte alternativo e resgatar o humanismo entre as pessoas.
Pr�xima etapa
Data ainda indefinida (depende de apoios e parcerias). Sa�da de Curitiba, contornando todo o cone sul at� alcan�ar a cidade de Santiago, no Chile.