Mangue Seco Molhado

No h quem no lembre da novela da Globo, baseada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado. A locao em Mangue Seco transformou, mas no mudou o cotidiano do rstico vilarejo, com suas ruas de areia e sem iluminao. A praia semi-deserta tem ondas fortes, restingas, manguezais e muitos coqueiros. Por causa das chuvas nesta poca do ano, o mangue deixou de ser seco, formando um bonito alagado entre as dunas. Montanhas de areias em constante movimento que engolem os coqueirais e ameaam as construes dos vilarejos.

 

Umas das moradoras mais antigas do local dona Vanda, que mora h 26 anos no mangue. J fez um pouco de tudo na vida, at participou de cinco cenas na novela. Eu fazia uma lavadeira, que trabalhava no manguezal. Agora ela passa o dia descansando na sombra de uma barraca, onde aluga pranchas de sandboard para os turistas, cobrando um real por descida. Nas descidas mais ngremes no deixo mais ningum descer, por causa dos coqueiros. Quando a prancha pega embalo, ningum segura.

 

Assim Mangue Seco, lugar de rara beleza, onde voc pode pegar cocos diretos do p que esto por cima das dunas e descansar contemplando o espetculo da natureza. S um detalhe: se no quiser se lambuzar tomando coco, leve um canudinho!

 



Escrito por Jeferson Jess �s 19h31
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Agradecimentos

- Restaurante e Pousada Fantasias do Agreste Mangue Seco - BA

Onde a recepcionista (esqueci o nome) gentilmente me convidou para almoar. Valeu!

Telefone: (75) 445-9011 / 445-7011

www.fantasiasdoagreste.com.br

*********

- Hotel Pousada Ecolgica Pontal Pontal - SE

Desconto com o piloteiro do barco de Mangue Seco para Pontal

Telefone: (79) 3543-7145 / 9986-8757

*********

- Pousada dos Corais Aracaju - SE

Cortesia de uma diria. Valeu!

Telefone: (79) 3243-2827 / 3243-4956 / 9191-9773

Rua Francisco Rabelo Neto, 904 Bairro Atalaia



Escrito por Jeferson Jess �s 19h04
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Caronas de um fim de tarde

Chegar terra de Tieta de carona no nada fcil. Da vila do Diogo foram quase 1h30 de espera no acostamento da Linha Verde at aparecer algum de boa alma para me levar apenas uns quilmetros adiante, no posto da Polcia Rodoviria. Estava escurecendo mas com a ajuda dos guardinhas, no iria ficar muito tempo ali parado. De repente, uma chuva sem avisar obrigou os policiais a se recolherem, encerrando o expediente daquele dia. Corri para a guarita que fica na entrada da Costa do Saupe para me proteger da chuva. Caiu a noite e com ela veio o cansao e a fome. Do complexo frequentemente sai nibus que levam os funcionrios para um local chamado de Porto Saupe, vilarejo onde a maioria morador. Era o nico meio de transporte do horrio. Caso desistisse teria que dormir l em algum canto, pois onde estava no havia nada alm da entrada do hotel e do posto dos guardas.

 

A chuva deu uma trgua e voltei pro asfalto. Logo em seguida, como um milagre de Deus, um txi que tinha feito a corrida de Aracaju para Salvador voltava sozinho e resolve parar. Expliquei minha situao dramtica para o motorista Manuel Fernandes que prontamente foi atendida com uma carona at o trevo para Pontal, j no estado de Sergipe, onde saem as lanchas para Mangue Seco. O entroncamento que iria descer era um breu s, mas seguindo a mar da sorte, no mesmo momento que chegvamos ali, um carro cruzava a rodovia sentido Pontal. Manual abaixou vidro do carro e berrou para que o carro esperasse. Naquela situao maluca consegui engatar outra carona, agora com um casal da regio, mas que no iam para Pontal e sim um lugar chamado Terra Cada!

 

Eu no fazia a mnima idia onde ficava tal vila de nome estranho. Porm, no tinha escolha. Ficar naquele trevo, no meio da escurido seria um grande risco de vida. Seu Adil, o motorista, me explicou que de Terra Cada tambm existia lancha para Mangue Seco, mas com trajeto pouco mais longo do que Pontal. Chegando na vila, descubro um casal de turistas que j tinham acertado uma lancha para a manh seguinte. Acampei no quintal de uma pousada e no outro dia bem cedo j estava em Mangue Seco.  

 

Legenda: Carona numa caminhonete at o posto da Polcia Rodoviria

 



Escrito por Jeferson Jess �s 18h00
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Um gonzo na Costa do Saupe

Abandonei a Praia do Forte pegando uma carona gentilmente oferecida por Paulo Limoncic, responsvel pelo Albergue da Juventude do local, pessoa da mais alta considerao que tive o prazer de conhecer. Antes de cair na estrada, passamos nas runas do Castelo Garcia dvilla, construdo em 1551, poca da antiga residncia e sede da sesmaria do portugus, cuja propriedade abrangia mais de 800 mil quilmetros quadrados, indo de Salvador at o Maranho. Garcia dvilla era criado do expedicionrio Tom de Souza, que visitou o Brasil em 1549. Com o desmembramento da famlia no meio do sculo XIX, o castelo ficou por muito tempo abandonado, restando apenas suas enormes paredes de pedra que denunciam a arquitetura medieval. Atualmente est preservado por conta de uma fundao, criada pelo visionrio Klaus Peter, o panho da Praia do Forte. Das suas janelas possvel ver as piscinas naturais da praia, pois est instalado no ponto mais alto do litoral entre Salvador e Aracaju.

 

*****

 

Pedi para o Paulo me deixar na vila do Diogo, de onde seguiria a p at a praia de Santo Antnio, um pequeno vilarejo de pescadores, com acesso pelas bonitas dunas de areia branca. O plano de estar ali, naquele lugar isolado e desconhecido, era uma tentativa de conhecer o complexo da Costa do Saupe, famoso pela sua enorme estrutura turstica voltada para viajantes abonados do mundo todo. Diante da minha situao financeira, s teria uma chance; entrar pela praia. Em meia hora de pernada, cruzo com vrios gringos desfilando suas barrigas brancas e flcidas, assediados por alguns poucos vendedores de artesanato. A praia do Saupe de tombo, com mar bravo, deserta e repleta de coqueiros. Por isso a maioria que circula ali hospedes dos resorts.

 

A Costa do Saupe um complexo de cinco resorts e algumas pousadas, que so interligadas por passarelas e trilhas pavimentadas de cimento e tbuas de madeira. Todos os resorts tm sadas para a praia controladas por seguranas e pelo velho esquema da fitinha colorida no brao. Continuei a caminhar at passar as duas primeiras entradas. Na terceira, desguarnecida, entrei tranquilamente no complexo. Estava agora nas passarelas e trilhas que acompanham a praia e um banhado interno. Nessa parte um segurana ficava perambulando enquanto que nas duas pontas principais do complexo ficavam homens fixos. Muito pouco para o tamanho do lugar. Ao contrrio do Eco-Resort Praia do Forte, que mantm os 500 funcionrios trabalhando o ano todo, no Saupe normal cortarem pessoal na baixa estao. Se tratando de uma praia deserta, talvez achem que ningum tem coragem de entrar por esse lado...

 

Foi realmente muito fcil driblar os vigias. Quando me dei conta j estava tomando sol no SuperClubs (resort de maior movimento do complexo), na beira da piscina, conversando com os poucos brasileiros ali instalados. A maioria eram visitantes Day Use, que d o direito de passar o dia, usufruindo da estrutura e alimentao do local. Mesmo eu no tendo a bendita fitinha, usava uma parecida do Senhor do Bonfim que confundia os mais desconfiados at certa distncia. Era hora do almoo que estava sendo servido ali mesmo ao lado das piscinas. Entrei na fila de bobeira e fiz um prato monstruoso. Alm da comida, podia escolher suco ou refrigerante. Depois do rango pensei em cair na piscina e pedir um drink, mas estava com o estmago muito cheio. Dei-me por satisfeito e fui dar uma volta pelo complexo. Passei no clube do tnis, onde realizado o Brasil Open, cumprimentava todos os funcionrios, mexia com as meninas das lojinhas de souvenir, ou seja, circulava sossegado, sempre fazendo uma cara de gringo para despistar. Gostei muito do Saupe, com certeza voltarei novamente. Pela praia claro!

 



Escrito por Jeferson Jess �s 17h07
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Albergue Praia do Forte

O hostel da Praia do Forte foi construdo em 1998, cumprindo todo o manual da rede Hostelling International. Por isso oferece servios diferenciados e com qualidade, alm de uma estrutura invejvel de descanso para o alberguista, com redes, mesas e cadeiras espalhadas por uma grande varanda central. De localizao privilegiada, praticamente ao lado da rua principal entre bares e restaurantes, o albergue tambm ponto de encontro da galera mais jovem. Muita gente de fora procura o hostel para usar a internet de banda larga e a mquina automtica de lavar roupas, que ao contrrio do restante da vila, possui preos mais acessveis.

 

Servio:

Rua da Aurora, 03 Praia do Forte BA

atendimento@albergue.com.br / www.albergue.com.br

Telefone: (71) 3676-1094

 



Escrito por Jeferson Jess �s 18h20
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Praia do Forte - turismo planejado!

Praia do Forte, distrito de Mata de So Joo, a mais agitada e badalada praia da linha verde baiana. Sua vila turstica organizada, o complexo de pousadas e condomnios, as piscinas naturais e outros diversos atrativos para o visitante, transformaram o Forte num destino bem estruturado e charmoso. Porm, todas essas qualidades mexem no custo de vida local, encarecido pela presena de estrangeiros e turistas de alto padro.

 

Paulo Limoncic, responsvel pelo Albergue Praia do Forte, conta que antigamente toda a regio era uma extensa fazenda do descendente de alemo Klaus Peter, fundador do Eco-Resort Praia do Forte, um dos pioneiros do gnero no pas. Sua viso de integrao com fez com que doasse algumas reas para a comunidade de pescadores que viviam ali, exigindo algumas regras como a ausncia de muros nas casas e proibio da venda para terceiros. E claro, faturou tambm muito dinheiro vendendo terrenos para condomnios de luxo, que se espalham cada vez mais.

 

Em 1980 comeou a surgir um trabalho na Praia do Forte para estudar e proteger as tartarugas marinhas. Era o Projeto Tamar, que atualmente possui vrias sub-sedes pelo litoral brasileiro, com patrocnio vultuoso da Petrobrs. A sede principal virou uma grande atrao turstica, levantando de vez a bandeira ecolgica do local como chamariz para outros tipos de viajantes. De uma praia conhecida por jovens, passou a ser freqentada mais por famlias e ecoturistas. Mesmo com o importante marketing em torno da preveno do lugar, a urbanizao das principais ruas trouxe vida para restaurantes e bares, tornando famosa sua vida noturna. Os pescadores passaram a alugar suas casas para o comrcio, vivendo tambm do turismo.

 

Infelizmente, durante a passagem da expedio, uma frente fria (na Bahia, v se pode!) acabou deixando chuva e o mar revolto. Onde antes eram piscinas cristalinas com turistas mergulhando, agora s se viam ondas escuras remexidas com meia dzia de nativos surfando. E a previso para os prximos dias no das melhores...

 



Escrito por Jeferson Jess �s 18h01
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Os hippies de Arembepe

Nos anos 60, quando praticamente toda a linha verde da Bahia era desabitada, a aldeia hippie de Arembepe (a 47 km de Salvador), representava todo o sonho de liberdade e do lema paz e amor da contracultura daquela poca. Instalada num lugar paradisaco, nas dunas carregadas de coqueiros entre o Rio Capivari e o mar, Arembepe se tornou mundialmente famosa com a visita de cantora Janis Joplin em 1970.

 

Ser quem pleno ano de 2006, depois da decadncia do movimento hippie e da urbanizao do litoral brasileiro, a aldeia ainda resiste ao processo corrosivo da sociedade moderna? Para meu espanto ela continua viva e interessante. As cabanas ainda so construdas de palha, no h energia eltrica, nem telefone fixo. Claro que a regio em torno da aldeia mudou muito. A vila de Arembepe, que pertence ao municpio de Camaari, praticamente no existia 30 anos atrs. Hoje quase uma cidade, com pousadas e bastante comrcio, distante apenas um quilmetro da aldeia.

 

A proximidade da cidade trs a tentao da modernidade para o reduto hippie, tanto que a aldeia acabou se espalhando. Nas dunas, apenas 20 famlias mantm os velhos hbitos de banho no rio e luz do cu de lua. Os que acabaram saindo, principalmente famlias com crianas, foram para uma rea invadida no outro lado do rio, encostada na cidade, onde conseguiram gua e luz eltrica.

 

Por causa da fama do passado, a aldeia hippie muito procurada por turistas alternativos, principalmente estrangeiros. L dentro, existem reas de camping e at uma pousada. Tudo muito rstico, feito de palha, mas com cho de alvenaria. Para o melhor conforto de um morador, havia uma placa de energia solar em cima da cabana. Era usada para assistir televiso noite. Mesmo sem telefone, o celular ali (pelo menos da TIM) estava com sinal mximo! Viva a tecnologia.

 

Os hippies, sempre defensores dos princpios ecolgicos e naturebas, apresentam contradies na prtica cotidiana. A aldeia realmente muito bonita e preservada, mas quase ningum ali anda descalo na areia. Bicho de p, bicho geogrfico, tem de tudo aqui, disse o hippie Damio. Perguntei como eram feitas as necessidades de cada um, imaginando existir um canto coletivo para a comunidade. Ns somos contra esse negcio de fossa, pois contamina o lenol fretico. Cada um faz onde quiser, atrs da moita, sempre em lugar diferente, da a prpria areia se encarrega de dar um jeito, explicou Damio. Com alguns gatos, cachorros e galinhas que vi circulando pela rea, fuando os cocos dos hippies, bicho de p natureba.

 

Legenda: Manifestao da aldeia hippie durante o Dia Mundial do Meio Ambiente, promovendo uma passeata de crianas e mulheres at a Vila de Arembepe. Alm de cantos ecolgicos e vestimentas feitas de material reciclado, os hippies carregavam bandeiras e placas com mensagens de apoio natureza.



Escrito por Jeferson Jess �s 17h11
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Hostel Barra - Salvador

Ao se hospedar no Hostel Barra, alm de desfrutar de toda a beleza de um dos maiores cartes postais do Brasil, o visitante conta ainda com a comodidade de estar num ponto central da cidade, com acesso fcil aos maiores pontos tursticos de Salvador. Segundo a scia-proprietria Alessandra Guimares, o albergue da Barra procurado mais por brasileiros, j que no faz muito tempo que est filiado a rede da Hostelling. Recebemos tambm muitas famlias, mas no carnaval que aqui bomba. Praticamente ao lado do circuito dos blocos, os pacotes de carnaval do Hostel so disputadssimos, sendo necessrio reservar com bastante antecedncia.

 

Servio:

Rua Dr. Artur Neiva, 04 (prximo ao Morro do Cristo) Salvador BA

reservas@alberguebarra.com.br / www.alberguebarra.com.br

Telefone: (71) 245-2600

 



Escrito por Jeferson Jess �s 20h30
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Enfim, Salvador

Tempo quente e abafado, com chuvas e sol alternando-se dez vezes por dia. Assim o inverno no nordeste. Na orla at bate um ventinho mais fresco, mas nada que impea o uso daquele chinelo e regata. Sinceramente no queria voltar para Salvador nesta nova etapa da expedio. As grandes cidades oferecem muitas complicaes para quem viaja sozinho e de carona. As atraes so distantes, a ladroagem iminente e a carona quase impossvel no meio urbano.

 

Mesmo assim, tinha trs contatos interessantes na cidade e resolvi fazer uma visitinha rpida. Por azar / sorte do destino, nenhum deles vingou e acabei saindo em pleno sbado de chegada, mesmo cansado e sem dormir direito. O boteco escolhido foi o bar da Bohemia, j conhecido de outros tempos, mas agora todo reformado, com atendimento pssimo e preo abusivo, mesmo dando um meio carteirao no gerente.

 

Localizado na Barra, o bar da Bohemia fica numa rua cheia de outros semelhantes, barzinhos descolados, lembrando um pouco a Av. Batel de Curitiba. Antes de entrar na perdio, encontrei na porta trs quarentes de Bal. Cambori, indignados com a noite de Salvador, fazendo comparaes com Floripa e tal (covardia). T certo que o custo-benefcio das baladas do sul so bem interessantes, mas chega certa idade que no d mais pra ficar reclamando. O segurana do bar se encheu deles e indicou uma boate da porra pros caras, que ficava em outro bairro sinistro. No demorou muito e l se foram os trs tiozinhos de txi empolgados com a dica. Vale mesmo a pena ir l?, perguntei ao segurana ainda duvidando de sua indicao. Bom, se voc freqenta boate gay, essa a melhor da cidade!

 

Dei risada do esprito gonzo do infeliz e entrei no Bohemia. L dentro, absurdos que s existem na Bahia: quem est de p, no balco, pode comprar uma cerveja longneck por R$ 3,50. Agora, s quem estiver numa mesa, sentado, pode pegar uma garrafa 600 ml, que custava R$ 3,90! Claro que o bar estava cheio e ningum fazia questo de desocupar as mesas. O boteco s no foi uma grande furada porque l estava uma linda professorinha, de nome Cristiane, baiana legtima, fala mansa, distrada e carinhosa. Foi ela quem salvou tambm a tarde chuvosa de domingo, me apresentando um divino assa com capuau (muito melhor que de banana). Delcia!



Escrito por Jeferson Jess �s 20h06
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Paisagem que retrata um pouco do que Salvador. Cco a menos de R$ 1,00 e o bonito Farol da Barra ao fundo



Escrito por Jeferson Jess �s 19h08
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Ainda no sbado...

No vo Sampa Salvador, tive a ntida impresso que j estava na Bahia. Sentado ao meu lado, separado pelo corredor, estava uma figura tpica daquele estado, uma mistura de Jorge Arago com Me Dinn. Se no fosse sua decorao carregada de elementos do candombl, diria at que era o prprio sambista. Pai Francisco, como era chamado, levava junto alguns jornais amassados onde apareciam fotos de sua ltima visita a So Paulo. Imaginei algum importante que desconhecia e pedi para ver os jornais. Pai Francisco principal expoente da valorizao da cultura afro-religiosa no pas, sendo muito influente perante as comunidades negras. Por isso chamado com freqncia por diversas personalidades polticas para realizar suas palestras e cultos em troca votos carimbados e um bom trocado. Sua foto estava na coluna social de um evento bancado pelo atual governador do estado, Cludio Lembo. Oxal!

 

*********

 

Fiquei boa parte da viagem trocando uma idia com o Bblris (pai de santo em alguma lngua afro) na tentativa de descolar uma carona do aeroporto at o centro de Salvador. Em vo. Dizia ele morar no outro lado da cidade. Enquanto aguardava um buso debaixo de uma tempestade e j quase noite, um carro importado com placa de Araucria pra na minha frente. Ser um resgate, pensei. Olhei para o motorista, de aparncia bem jovem e achei familiar. Na abordagem, quase matei o cara de susto. Dae rap! Qual desse carro de Araucria? J , j !! Vai vazando seno leva pipoca, deve ter pensado o coitado. Jhonatam tinha apenas 22 anos e era parente dos Fialla, famlia tradicional das araucrias. Fazia dez anos que morava na Bahia, atualmente trabalhando com eventos no Complexo da Costa do Saupe. Falei do meu roteiro e Jhonatam no titubeou: Quando chegar no Saupe me ligue que te ponho l dentro. Demorou...

 



Escrito por Jeferson Jess �s 18h54
[] [envie esta mensagem] [ ] []



Sbado de Sampa

Na correria do aeroporto de Congonhas, encravado na rea urbana de So Paulo, um mundo de mistrio e smbolos ocultos passam despercebidos pela maioria das pessoas. Tive a desgastante oportunidade de ficar sete horas perambulando pelos seus corredores, enquanto meu vo para Salvador no chegava. No bastasse o ch de cadeira, comecei a ser seguido por um investigador a paisana. Ele tinha uma escuta disfarada no ouvido, que se comunicava com a central, onde est os monitores das cmeras de segurana. Depois de sentar ao meu lado e perceber que no carregava comigo nenhuma bomba na mochila, o civil acabou desbaratinando.

 

Diante daquela espera interminvel, olhei atentamente para o elevador. Na parede indicava trs pisos: trreo (T), mesanino (M) e 1 andar. De repente o cacique do PFL, Jorge Bornhausen, junto com assessor qualquer, cruza a minha frente. Durante o tempo que estava ali, j tinha visto vrias figurinhas conhecidas, mas de nomes que eu no fazia questo alguma de lembrar. No 1 andar ficava o restaurante do aeroporto, chique e carssimo. J estava na hora da bia mas no queria sair daquele ambiente quase famosos e ir pra rua procurar comida. O que poucos sabem a existncia de um andar secreto em Congonhas, no divulgada pela sinalizao interna do local: o subsolo (SS). rea camuflada, onde se encontra servios bsicos para o humilde trabalhador, inclusive um restaurante!

 

Existem duas maneiras principais de chegar ao subsolo. A primeira voc deve ignorar a indicao de que existem apenas trs andares e entrar no elevador. Ali dentro, procure um boto com os dizeres meio apagados (SS). Respire fundo e aperte! Outra maneira, muito mais sinistra e obscura descer as escadarias do canto direito do saguo central. Confesso que quem falou dessa segunda opo foi uma moreninha toda lindinha, Gisele, que trabalha na revistaria do aeroporto. L em baixo, o caminho recortado por corredores sombrios, passando por vrias salas debaixo de tubulaes de ar e gua. S possvel prosseguir sem se perder por causa das plaquinhas grudadas na parede, mostrando a direo do labirinto at o restaurante e tambm ao cabeleireiro!

 

Depois de atravessar o submundo do aeroporto, eis que surge no fundo de um largo corredor (tipo aqueles de hospital): o Restaurante Arvoredo! Para meu azar, estava fechado. Era sbado e o local funciona apenas de segunda a sexta-feira, fornecendo almoo para os funcionrios do local por um preo honesto. Quem se aventurar atrs da bia barata, pode aproveitar tambm para dar um trato no cabelo. No esquea de chegar um pouco antes, pois sempre movimentado. Ou voc acha que as bonitas aeromoas bordo j nasceram com os cabelos bem cuidados e arrumados?

    

 



Escrito por Jeferson Jess �s 15h30
[] [envie esta mensagem] [ ] []




[ ver mensagens anteriores ]



Objetivo da Expedi��o
Contornar todo o litoral da Am�rica Latina utilizando apenas a carona! Uma aventura que vai promover a pr�tica deste transporte alternativo e resgatar o humanismo entre as pessoas.


Pr�xima etapa
Data ainda indefinida (depende de apoios e parcerias). Sa�da de Curitiba, contornando todo o cone sul at� alcan�ar a cidade de Santiago, no Chile.


Meu perfil
Jornalista e arquiteto de informa��o, 25 anos, ainda morando em Curitiba, Brasil. (ver portf�lio)


Entre em contato
>>
>>


Expedi��o no Orkut



Arquivo secreto
Jan / Fev - 2008
- P�ndulo humano
- Fundos de investimentos pe�onhentos
- Praia do Sono, Antigos, Ponta Negra
- Condom�nio Laranjeiras
- Travessia da Joatinga, Camburi (Ubatuba)

Out / Nov / Dez - 2007
- Surfando na carona do trem
- Ilha do Cardoso
- Cochilo em Canan�ia

Set / Ago - 2007
- Mundos distintos
- Idade nova em transe matinal

Jul / Jun - 2007
- Di�rios do viol�o
- Ilus�o do engano
- Old generation

Maio / 2007
- O turismo cemiterial
- Caronas arriscadas
- Cachoeira da Fortuna

Abril / 2007
- Paniquetes pegando carona
- Retrato dos exclu�dos
- Peregrina��o pelo Caminho de Peabir�
- Quando o rock fala mais alto

Mar�o / 2007
- C�nion do Guartel�
- Terra das cachoeiras gigantes
- O turismo revolucion�rio
- Truque de acostamento
- Carma de Conquistador

Fevereiro / 2007
- Carnaval em Superagui
- Ficando na estrada
- Lapas e tro�os nas praias do Paran�

Janeiro / 2007
- Pared�es do sul
- Subindo a serra
- Praia do Rosa, Farol de Santa Marta
- Garopaba, Ferrugem

Dezembro / 2006
- Guarda do Emba�
- Governador Celso Ramos, Florian�polis
- Tempos estranhos em Santa
- Aquece para a quarta etapa
- Caindo fora

Novembro / 2006
- Carona � uma merda
- Guia gringo para pegar carona
- Medo e del�rio no Rio de Janeiro
- O drama de um caroneiro

Outubro / 2006
- Ponto de carona
- Carona na rede
- Chapada Diamantina - parte 3
- Chapada Diamantina - parte 2

Setembro / 2006
- Chapada Diamantina - parte 1
- Quanto custa viajar de carona no Brasil
- Devaneios de Ilha Grande

Agosto / 2006
- Expedi��o j� planeja 4� etapa
- Alc�ntara, A arte de pegar carona
- Rio Pregui�a, S�o Lu�s do Maranh�o
- Delta do Parna�ba, Len��is Maranhenses
- Lagoinha, Jericoacoara

Julho / 2006
- Canoa Quebrada, Fortaleza, Beach Park
- S�o Miguel do Gostoso, Touros, Galinhos
- Ba�a Formosa, Praia de Pipa, Natal
- Jacum�, Tambaba, Jo�o Pessoa, Mamanguape

Junho / 2006
- Recife, Olinda, Ilha de Itamarac�
- Carro Quebrado, Maragogi, Porto de Galinhas, Caruaru
- Aracaju, Penedo, Macei�
- Salvador, Arembepe, Praia do Forte, Mangue Seco
- Parceiros de trip

Maio / 2006
- Chamando o gonzo
- Na espera!
- Vai come�ar a 3� etapa da expedi��o


Sites bacanas
Atire no dramaturgo
Blnicas
BrPoint
Caronas.com
Cmera Digital
ClickMarket
Coluna Extra
Contraditorium
DegustaParania
Digestivo Cultural
Esportes diferentes
Fbio Seixas, verso .txt
Freelancer - profi que rala
Hitchhikers.org
Hostelling International
Intermezzo
Interney
Jornalistas da Web
Mochileiros.com
NovoMundo.org
Obvious
Observatrio da Imprensa
Papo de Homem
Popload - Lcio Ribeiro
Querido Leitor
Revoluo Etc
Usabilidoido
Viaje Aqui
ViuIsso?
Webinsider

Sites parceiros
360grauss
Blog do Noel
Cledson Down
De gra�a � mais gostoso
Guia do Viajante
Jegue-BR
Melhores da Web
One Zillion Dollars
O melhor para download
O seu lazer na web
Pil�ndia
Plant�o NET
Publicidade e propaganda
P�rolas do Orkut
Resistindo
Teobaldo HP
Trilha do Brasil
Verdade Absoluta


Site Meter

Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com



Free Page Rank Tool

--------------------------------