É carnaval em Maceió!



Cheguei à capital do Alagoas morto de cansaço, faltando apenas meia hora para o primeiro jogo do Brasil na Copa começar. Depois daquela partida sofrível, tomei um banho e saí atrás de um bom café revitalizante. Passei pela orla e vi muita gente bonita, principalmente jovens, camisas e bandeiras do Brasil, som alto, uma grande e barulhenta festa. Normal pensei, afinal estou no nordeste e o Brasil ganhou, temos que comemorar! Fui atrás da galera que começava a se amontoar. Quando subo num banquinho para ver o que acontece, dois trios elétricos invadem a avenida, puxados por uma multidão. A orla estava cheio de carros circulando, estacionados, afinal era 19h00 de terça-feira e o trio parecia passar por cima de todo mundo. Naquela hora já tinha trocado o café por uma lata de cerveja e estava no meio da pipoca, arrastado pelo bloco “Brasil é hexa”... Haja coração!

Escrito por Jeferson Jess às 16h13
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Alagamar Hostel - Maceió





O albergue de Maceió está localizado apenas a 150 metros da praia, no bairro da Ponta Verde, um dos mais agitados da cidade. Seu ambiente acolhedor, com sala de TV e mesas espalhadas pela varanda faz do hostel uma ótima opção de base para quem quer conhecer as outras atrações de Alagoas. Destaque também para a cozinha e lavanderia comunitária, onde o hóspede se sente em casa literalmente.

Serviço:
Rua Pref. Abdon Arroxelas, 327 – Ponta Verde – Maceió
Telefone: (82) 3231-2246
alag@superig.com.br


Escrito por Jeferson Jess às 15h45
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Barra do Jequiá (Duas Barras)





No passeio pelo Velho Chico conheci os cariocas Léo, Iolene e Vanessa, de férias pelo nordeste. Depois de almoçarmos juntos, me deixaram na bonita Barra do Jequiá, onde passei a noite fazendo um camping selvagem perto da praia. Fica o registro também do casal Vladimir e Ariluz, de Salvador, que prestaram carona da Praia do Gunga até a Barra de São Miguel. Um grande abraço pra todos!


Escrito por Jeferson Jess às 15h36
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Penedo e a foz do Rio São Franscisco





Caminhar pelas ladeiras de Penedo é reviver marcas de um passado histórico e fascinante. Fundado em 1565, às margens do Rio São Francisco, a cidade foi palco de disputas entre portugueses e holandeses no século XVII, e ponto de passagem de mercadorias para Europa. O casario colonial, bem preservado, inclui igrejas ricas em imagens, entalhes e outras características do barroco e rococó. Falta para Penedo uma maior consciência do potencial turístico que possui, tanto da população quanto dos governantes. Pouco adianta ter um centro histórico tombado pelo Iphan e deixar que postes e fios da rede elétrica agridam a paisagem urbana, que centenas de ambulantes, barracas e o trânsito pesado continuem a circular pelas ruas históricas e que não haja um plano efetivo de restauração do casario, ainda de pé, mas condenado pelo tempo.

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De Piaçabuçu (28 km de Penedo), partem os passeios para a foz do Velho Chico, passando por casas ribeirinhas, ilhas fluviais e parada nas dunas móveis. Era uma segunda-feira e estava ciente da dificuldade em achar um grupo para rachar a viagem de barco até lá. Visitei a cidade sem compromisso e logo fui abordado por um cara oferecendo serviços de barco. Abri o jogo pro rapaz, que trabalhava numa agência, dizendo eu não possuir grana alguma, pois viajava de carona e só me alimentava de pão seco e água. Ele entendeu a situação e disse que uma galera tinha fretado um barco pronto para sair e poderia me encaixar caso os turistas permitissem. Apresentei-me como jornalista e fui bem recebido pelo grupo. Tentei fazer uma rápida amizade, pois se tivesse que pagar alguma coisa, seria uma compensação para eles, por terem fretado a embarcação.

Claro que não era bem assim! O trabalho do tiozinho que me abordou era indicar clientes para os passeios, dividindo o lucro com o barqueiro. Mas naquele jogo de poucas palavras, para ninguém revelar o esquema antes de eu embarcar, o barqueiro achou que já estar tudo acertado com o agente os 25 reais pelo passeio. Poderia dar um bonito golpe nos dois, mas falei a verdade trocando a viagem por uma divulgação experta no site da expedição. Então lá vai.

Serviço:
Agência de Turismo Delta 1
Praça Victor de Araújo, 180 – Piaçabuçu – AL
Telefone: (82) 3552-1226

Antônio Wellington (barqueiro)
Passeios à foz do Rio São Francisco
Telefone: (82) 9903-5940

PS1: Seu Antônio mora desde criança na região do Velho Chico. É um dos poucos que lutam pela melhoria do turismo em Piaçabuçu. Segundo ele, quase 95% dos visitantes vêem através da mega-agência CVC, que possuem barcos e guias próprios, promovendo um turismo de massa, agressivo e sem benefícios para a comunidade local.

PS2: Na foz do São Francisco ocorre um fenômeno dramático. Em 1994 foi inaugurada a represa do Xingó que diminuiu ainda mais a força do rio perante o mar. O oceano avançou sobre a costa de Sergipe deixando um farol antes no continente, agora a 500 metros dentro da praia. Com o ciclo dos ventos, a areia acaba se depositando no outro lado do rio, aumentando o território de Alagoas e provocando alterações no ecossistema local.



Escrito por Jeferson Jess às 15h27
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Aracaju "da porra"



Para sair de Pontal, principal ponto de embarque e desembarque para Mangue Seco, só mesmo contando com muita sorte. Ônibus por lá passa apenas uma vez ao dia e o fluxo de veículos fora de temporada é quase inexistente. Mas uma tragédia acabou salvando o dia, pelo menos para este expedicionário. Três pessoas chegaram de lancha à vila e rapidamente pegaram uma caminhonete que estava no estacionamento. Saíram em disparada, dois na cabine e um na caçamba. Fiz o sinal de carona e o carro mal parou. “Pule rápido que ele está com pressa!”, gritou o homem que estava do lado de fora. Atirei-me na caminhonete e logo percebi o porquê daquela correria. Um familiar que morava em Estância (SE) tinha sofrido um grave acidente. Na caçamba havia também galões vazios de combustível que teimavam em sair voando do carro, à 120 km/h sacudidos pela estrada de terra!

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Circulando pelas fétidas ruas de Aracaju é comum escutar a expressão “da porra” que na sua origem significa “du caralho”, usado bastante pelas bandas do sul. Mas com o passar do tempo, as duas expressões voltaram-se para usos opostos. “Du caralho” é algo massa, legal ou muito bom. “Da porra”, ao contrário, serve mais para negativar alguma situação. Ex: “Friaca da porra, oxente!”, reclama um nativo. Aracaju “da porra” é a melhor definição para o lugar. Talvez por ser a menos turística das capitais do nordeste, ela ainda sofra com problemas básicos de infra-estrutura e saneamento básico. Tanto no centro como no maldito bairro do Atalaia, vi esgoto correndo pelas ruas céu aberto em plena luz do dia. Atalaia é também o nome da praia mais badalada da cidade, com sua Passarela do Caranguejo, onde se concentra vida noturna da região. Local de vários bares e restaurantes (que oferecem musica ao vivo com a pior seleção musical possível), o Atalaia praticamente não possui supermercado, farmácia ou padaria. Muitas ruas atrás da quadra do mar são sem asfalto e mal projetadas. Lembra até um pouco as praia do litoral paranaense. Comparação grosseira, já que Aracaju tem uma bonita orla, diferente das praias de lá, onde a Av. Atlântica continua abandonada e devorada pelo mar.


Escrito por Jeferson Jess às 14h39
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Objetivo da Expedição
Contornar todo o litoral da América Latina utilizando apenas a carona! Uma aventura que vai promover a prática deste transporte alternativo e resgatar o humanismo entre as pessoas.


Próxima etapa
Data ainda indefinida (depende de apoios e parcerias). Saída de Curitiba, contornando todo o cone sul até alcançar a cidade de Santiago, no Chile.


Meu perfil
Jornalista e arquiteto de informação, 25 anos, ainda morando em Curitiba, Brasil. (ver portfólio)


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Jan / Fev - 2008
- Pêndulo humano
- Fundos de investimentos peçonhentos
- Praia do Sono, Antigos, Ponta Negra
- Condomínio Laranjeiras
- Travessia da Joatinga, Camburi (Ubatuba)

Out / Nov / Dez - 2007
- Surfando na carona do trem
- Ilha do Cardoso
- Cochilo em Cananéia

Set / Ago - 2007
- Mundos distintos
- Idade nova em transe matinal

Jul / Jun - 2007
- Diários do violão
- Ilusão do engano
- Old generation

Maio / 2007
- O turismo cemiterial
- Caronas arriscadas
- Cachoeira da Fortuna

Abril / 2007
- Paniquetes pegando carona
- Retrato dos excluídos
- Peregrinação pelo Caminho de Peabirú
- Quando o rock fala mais alto

Março / 2007
- Cânion do Guartelá
- Terra das cachoeiras gigantes
- O turismo revolucionário
- Truque de acostamento
- Carma de Conquistador

Fevereiro / 2007
- Carnaval em Superagui
- Ficando na estrada
- Lapas e troços nas praias do Paraná

Janeiro / 2007
- Paredões do sul
- Subindo a serra
- Praia do Rosa, Farol de Santa Marta
- Garopaba, Ferrugem

Dezembro / 2006
- Guarda do Embaú
- Governador Celso Ramos, Florianópolis
- Tempos estranhos em Santa
- Aquece para a quarta etapa
- Caindo fora

Novembro / 2006
- Carona é uma merda
- Guia gringo para pegar carona
- Medo e delírio no Rio de Janeiro
- O drama de um caroneiro

Outubro / 2006
- Ponto de carona
- Carona na rede
- Chapada Diamantina - parte 3
- Chapada Diamantina - parte 2

Setembro / 2006
- Chapada Diamantina - parte 1
- Quanto custa viajar de carona no Brasil
- Devaneios de Ilha Grande

Agosto / 2006
- Expedição já planeja 4ª etapa
- Alcântara, A arte de pegar carona
- Rio Preguiça, São Luís do Maranhão
- Delta do Parnaíba, Lençóis Maranhenses
- Lagoinha, Jericoacoara

Julho / 2006
- Canoa Quebrada, Fortaleza, Beach Park
- São Miguel do Gostoso, Touros, Galinhos
- Baía Formosa, Praia de Pipa, Natal
- Jacumâ, Tambaba, João Pessoa, Mamanguape

Junho / 2006
- Recife, Olinda, Ilha de Itamaracá
- Carro Quebrado, Maragogi, Porto de Galinhas, Caruaru
- Aracaju, Penedo, Maceió
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Maio / 2006
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