Vai começar a Oktoberfest!

O famoso concurso dos tomadores de chopp em metro é uma das principais atrações da Oktoberfest de Blumenau. Além do chopp oficial Brahma, este ano a festa contará com a presença de cinco cervejarias artesanais: Bierland, Eisenbahn, Heimat, Schornstein e Zehn Bier. Vai encarar???
Ingressos:
Domingo a quinta: R$ 5,00
Sexta e sábado: R$ 10,00
Dias 11e 12: R$ 10,00
Dia 05 e dia 22 de outubro: entrada livre (gratuita)
OBS: Todos os dias, as pessoas vestidas com trajes típicos não pagam entrada.
(As matérias sobre a Chapada continuam no próximo post!)
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Escrito por Jeferson Jess �s 01h25
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Atrativos de Mucugê (pt.4)

O surgimento das vilas e cidades da Chapada Diamantina se deve diretamente a exploração do diamante, que deu nome para toda a região. Antes da descoberta da pedra preciosa, a chamada terra prometida era vagamente povoada, submetida ao comando dos índios Maracás que respondiam com violência à chegada de estranhos.
Em 1844, com o anúncio da descoberta de diamantes próximo ao rio Mucugê, começou uma corrida atrás do tesouro escondido. Garimpeiros vindos do Arraial do Tijuco (atual cidade de Diamantina - MG) e outras localidades já em crise devido ao fim do ciclo do ouro puxaram a população itinerante que explorava o Brasil atrás de riquezas. Comerciantes, colonos, jesuítas, contrabandistas e estrangeiros se espalhavam em vilas marcadas pela falta de leis e autoridades oficiais.
Já na década de 1870 a exploração do diamante na Chapada entrava em crise por causa da escassez precoce e em parte também pela descoberta de jazidas no sul da África, obrigando a região a buscar outras atividades. A criação de gado, explorada pelas tradicionais famílias locais, voltava a ser a principal fonte de renda de Mucugê, assim como o cultivo de café e cereais.
A decadência econômica definitiva veio na primeira metade do século XX, quando a cidade registrou um enorme êxodo populacional. A solução imediata dos que ficaram foi a exploração dos campos de Sempre-Viva, erva com mais de 400 variações encontrada com facilidade nos campos rupestres da Chapada. Exportada em grandes quantidades para Europa como artigo de decoração, chegou estar ameaçada de extinção.

Visando regulamentar a exploração deste adorno natural, nasceu o Projeto Sempre-Viva, mantido pela Prefeitura de Mucugê dentro de uma área de preservação, que tem procurado aliar a extração racional da planta junto a pesquisas tecnológicas, estruturação do ecoturismo e geração de empregos.
A sede do projeto virou um importante ponto turístico para a cidade, que esconde ainda diversos atrativos para o viajante independente como Cemitério Bizantino, Cachoeira Três Barras e dos Cristais, além de vales e formações conhecidas como Mar da Espanha e Sibéria. A simpática Mucugê serve também como ponto de partida para conferir os incríveis poços Azul e Encantado, sem se sujeitar aos caros passeios oferecidos em Lençóis.
O Poço Encantado, situado dentro do município de Itaetê, apresenta uma água de cor azulada, intensa e transparente com mais de 50 metros de profundidade. Mas são os raios de sol que entram no poço, por meio de uma clarabóia natural, os protagonistas do espetáculo. Ao transpor a rocha, o sol transforma-se numa flecha de luz que resplandece toda a magia do lugar. Como em qualquer show, há data e horário marcado para a contemplação. No inverno o sol atinge a posição ideal para entrar no poço. Por isso, a melhor época para visitá-lo é de abril a setembro, das 9h30 às 14h.
Localizado num sítio em Nova Redenção, próximo a uma das nascentes do famoso Rio Paraguaçu, o Poço Azul se diferencia por permitir o mergulho do visitante. Enxergar as formações rochosas com extrema nitidez, apesar da grande profundidade (varia de 3,5 m a 16 m), causa uma espécie de “vertigem”. A impressão não é a de estar na superfície, mas lá embaixo, no fundo do poço, tamanha a transparência da água. Não é necessário guia particular para conhecer os poços, mas é cobrado uma taxa de visitação de R$ 5 para o Encantado e R$ 4 no Azul.
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Escrito por Jeferson Jess �s 14h28
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Impressionante Ibicoara (pt.3)

Um dos grandes problemas para quem quiser conhecer a Chapada é a sua dificuldade de transporte entre as pequenas cidades. Quem vai de carro próprio se aborrece com as péssimas condições das estradas, bombardeadas por buracos ou sem asfalto. Já quem chega de ônibus, deve ter paciência e tempo de sobra para esperar as linhas que vêm de muito longe e nem sempre diariamente. Até o mochileiro mais aventureiro, que costuma utilizar a carona nas trips, terá que contar com a sorte.
Entre Rio de Contas e Ibicoara não há ônibus e o fluxo de trânsito nas péssimas estradas de chão é mínimo. Este repórter só saiu do lugar porque conseguiu uma carona no caminhão que entregava gás na região a cada 15 dias. A paisagem é típica do sertão nordestino: terra seca e pedregosa, pequenos arbustos retorcidos e muitos cactos. Quem não quiser se arriscar por esse cenário hostil, resta a opção de pegar um ônibus até a cidade de Seabra, ou voltar para a cidade de Brumado e depois seguir para Ibicoara.
Mas será que vale a pena todo esse empenho para conhecer Ibicoara? Claro que vale, afinal na região está as atrações mais espetaculares da Chapada, como a famosa Cachoeira do Buracão e a secretíssima Cachoeira da Fumacinha. Para chegar na primeira, é obrigatória a presença de um guia, que cobra mais ou menos 40 reais pelo grupo de até 5 pessoas. Para quem está sem locomoção, a dica é acordar cedo e esperar na Associação de Condutores algum turista motorizado aparecer. Se o carro não estiver cheio e você for uma pessoa comunicativa é só propor para rachar as despesas com o guia e pegar carona no passeio.

A Cachoeira do Buracão, como já denuncia o nome, cai dentro de um grande rombo na terra, um buraco quase circular cujo único acesso é um estreito desfiladeiro de 60 metros de altura. Para chegar no pé da queda, o viajante precisa se pendurar nos lisos paredões ou nadar contra a correnteza nas águas geladas do cânion. É como se a natureza tivesse criado um templo só para a cachoeira.
Já a Cachoeira da Fumacinha foi recentemente descoberta e ainda poucos guias a conhecem. Entre o encontro de duas montanhas, ergue-se um paredão de 250 metros onde surgem os três saltos da Fumacinha, sendo o último uma queda de 90 metros dentro do fechado cânion, semelhante a uma caverna. Há duas maneiras de chegar até lá: uma é seguir de carro até o povoado de Baixão e depois encarar uma trilha pesada de 4 horas subindo o leito do rio Riachão. Outra é partindo da cidade de Mucugê, fazendo trekking pela Longa Trilha por 3 dias, atingindo no final a cachoeira por cima. Mesmo sendo uma atração pouco conhecida, é altamente recomendada a presença de um guia, principalmente na época de chuvas. Uma tromba d’água dentro do cânion da cachoeira pode ser fatal!
Crédito da segunda foto: Alex Ushôa
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Escrito por Jeferson Jess �s 14h12
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