Lençóis, coração da Chapada Diamantina (pt.6)

Depois de conhecer boa parte da Chapada, o viajante independente poderá seguir tranqüilo para a cidade de Lençóis, sem o risco de gastar muito dinheiro com passeios nas agências de turismo. A “capital” do Parque Nacional oferece ao visitante uma boa infra-estrutura de pousadas, restaurantes e serviços de ecoturismo. Sua arquitetura colonial preservada proporciona um mergulho no passado, com ruas estreitas e coloridas onde é fácil imaginar os donos de garimpo de terno branco circulando pelo antigo calçamento de pedra. Os principais casarões foram reformados com cuidado e hoje abrigam grande quantidade de lojas e botequins. Além dos turistas que se apaixonam facilmente por Lençóis, vários artistas escolheram a cidade para trabalhar e viver, pipocando o lugar com lojas e ateliês de todos os tipos.
Essa sedução pela cidade tem como inconveniente a multiplicação dos visitantes sem um controle adequado, que congestionam os passeios mais próximos tipo o Ribeirão do Meio, a Cachoeirinha ou o Sossego. Outras atrações como Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio, Gruta da Lapa Doce e Pratinha também sofrem com o excesso de turistas, trazidos geralmente pelas agências. O translado para tais destinos é oferecido em média por 40 reais, realizado num único dia. Devido as grandes distâncias entre um lugar e outro, além das péssimas condições das estradas, o passeio “pacotão” acaba compensando para o mochileiro sem transporte.

Para quem gosta de esportes radicais e possui uma verba a mais para gastar, Lençóis oferece boas opções como rapel e tirolesa no Poço do Diabo, bungiee jump na Gruta do Lapão, canoagem no Marimbus (Pantanal da Chapada), trilha de bike até Pai Inácio e outros esportes bacanas. No trekking, a caminhada mais famosa é a trilha da Cachoeira da Fumaça por baixo. São três dias de pernada pesada (o último é o mais desgastante por causa da íngreme subida do cânion), sendo necessária a companhia de um guia. Há um outro trajeto mais longo que pode ser realizado na “raça” pelos mais aventureiros. Basta seguir o leito do Rio Capivara até a cachoeira, caminhando sempre sob as pedras que acompanham as margens. Por ser um trekking mais duro, este roteiro costuma ser bem mais demorado e perigoso.
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Escrito por Jeferson Jess �s 00h38
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Rádio Carona Rock!

O Google lançou recentemente um portal de ferramentas para sites e weblogs. Batizado de Google Gadgets, o novo serviço é gratuito e possibilita inserir em páginas da Web informações como calendário, fases da lua, finanças, horóscopo, jogos, mapas, notícias, relógios, entre outras.
O mais interessante que achei foi um player da Metro-Radio, estação rock do Canadá, com uma seleção de músicas bem bacana e de alta qualidade. Como o player é meio grande, além de exibir uns incômodos anúncios do Google de brinde, vou fazer um teste colocando esta ferramenta lá no RODAPÉ do site!
Basta apertar o PLAY ► e deixar rolar o som enquanto você navega pelo blog!
Escrito por Jeferson Jess �s 23h15
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Igatu e Andaraí (pt.5)

Durante o auge do ciclo e exploração do diamante, a vila de Igatu, ou Xique-xique (como era conhecida na época), serviu de base para garimpeiros e comerciantes que transitavam entre as cidades de Andaraí e Mucugê. Toda construída de pedra dentro de um grande vale, Igatu chegou a abrigar mais de 3 mil pessoas que forneciam diversos serviços e produtos necessários aos viajantes da região.
Com o declínio da economia extrativista, a antiga cidade foi praticamente abandonada. Garimpeiros chegaram a destruir ruas inteiras na busca pelos últimos diamantes. Sua área urbana aos poucos se transformou em ruínas, que lhe renderam o apelido de "cidade fantasma" ou de “Machu Picchu brasileira”. Atualmente Igatu é um pequeno distrito de Andaraí, onde vivem mais ou menos 400 pessoas num cenário bucólico e tranqüilo.
Por estar dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo vem se firmando como principal fonte de renda da população. Na casa do seu Amarildo, por exemplo, os turistas ficam sabendo de toda a história de Igatu contada em revistinhas escritas à mão. Além de personagens curiosos e ruínas por todos os lados, uma das atrações mais incríveis é a monumental Rampa do Caim. São duas horas de caminhada até um mirante duplo, onde de um lado avista-se a paisagem do Vale do Paty e do outro, o cânion do Rio Paraguaçu.
Para o visitante mais aventureiro, existe uma antiga trilha de garimpeiros (11 km) que liga o distrito até o município sede, podendo ser feita de bike ou caminhando por três horas. Quem quiser sair da cidade sem suar muito, terá que acordar cedo para pegar o ônibus escolar com os estudantes (único transporte da vila) até Andaraí.
*********

Outra pacata cidade da Chapada, Andaraí recentemente passou a ser conhecida como ponto final dos diversos mochileiros que atravessam o Vale do Paty em 4 dias de caminhada. Apesar do caminho contrário ser um pouco mais cansativo por causa da diferença de altitude, nada impede que o visitante siga na contramão da trilha e alcance o famoso Vale do Capão, ponto de partida para a maioria dos turistas. Em Andaraí, os guias são mais baratos mas a dificuldade de formar um grupo é maior. Se o viajante é acostumado com longas trilhas e uso de mapas, não terá dificuldades de encarar a pernada por conta própria. Até porque no Vale do Paty os poucos moradores ao longo da trilha servem como apoios, podendo conseguir comida e até dormir nas suas casas. (pagando é claro).
Se estiver viajando numa época de chuvas, um passeio muito bacana em Andaraí é a Cachoeira do Ramalho, com 90 metros de altura. Para chegar até ela, basta subir o leito do rio Baiano que corta o centro da cidade. O percurso dura pouco mais de duas horas, aumentando a dificuldade no final por causa das grandes pedras que cercam o rio. Sendo uma região seca por natureza, na estiagem a cachoeira pode se transformar apenas num simples paredão de pedras.
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Escrito por Jeferson Jess �s 01h05
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