Carona na rede

Com o crescimento da Internet brasileira, cada vez mais as pessoas fazem uso de serviços online, interagindo em comunidades, fóruns e sites de relacionamento. Diante de tantas mudanças de comportamento, por que não tentar descolar uma carona na rede mundial de computadores, sem sair de casa, deixando de lado os diversos perrengues que surgem na beira das estradas?
Um dos endereços mais bacanas e práticos é o "Caronas.com". Sua interface bem organizada expõem com facilidade ao visitante informações de partida e chegada das caronas, todas separadas por estados. Procurando com atenção, surgem caronas até para países da América do Sul. No canto direito, recados pendurados na tela divulgam as próximas saídas, marcadas com data e roteiro. Para participar do serviço, oferecendo ou buscando mais detalhes das caronas, é necessário se cadastrar no site gratuitamente. Único defeito do Caronas.com é a baixa participação da galera, onde o pedido de ajuda sempre é muito maior que as ofertas.
Sites mais simples como “O Carona” e “O site da amizade”, além de diversos canais dentro dos portais estudantis, também exibem ofertas e pedidos de transporte alternativo, quase sempre no formato de mural de recados. Boa parte dos destinos se restringe a casa – trabalho – faculdade, envolvendo cidades próximas. Para caronas mais longas, no site “O Viajante” há diversas opções para rachar gasolina do carro ou formar parcerias de trips. O problema deste serviço é a atualização pouco freqüente e sem data de postagem, mostrando muitas caronas já vencidas.
Outra ferramenta importante de busca é o conhecido Orkut. Fazendo uma pesquisa rápida é possível descobrir dezenas de comunidades com o termo caronas, muitas delas organizando conduções dentro de cidades ou campus de faculdade. Prática comum no interior paulista, a comuna “Caronas – São Carlos” por exemplo, já possui mais de mil participantes. A vantagem do Orkut nessa relação é que o site proporciona diversas informações sobre a vida tanto do motorista quanto do caroneiro, ajudando as partes se conhecerem melhor antes de embarcarem numa viagem qualquer.
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Escrito por Jeferson Jess às 14h17
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Vale do Capão - ponto alto da Chapada (final)

Depois de três dias andando pelo cânion, ou duas horas partindo do Vale do Capão, a recompensa é a mesma para quem atinge o topo da Cachoeira da Fumaça. A água do pequeno riacho que nasce em cima do platô cai de uma altura imponente, se dissipando com o vento numa fina névoa que desaparece bem antes de alcançar o chão, 340 metros abaixo. Lá de cima o visual do cânion é arrebatador, podendo o visitante observar boa parte da Chapada Diamantina.
Uma parada obrigatória para quem vem atrás da Fumaça é o povoado de Caeté Açu, mais conhecido como Vale do Capão. A pequena vila encanta a todos por suas belezas naturais, rios limpos e cachoeiras cristalinas, além da fama de abrigar várias comunidades alternativas, transformando o vilarejo num lugar gostoso, primitivo, cheio de pessoas alegres e receptivas.
Sua história também remete ao fim do ciclo do diamante e a queda do preço do café que mergulharam o vale numa longa recessão. A partir dos anos 80, novos moradores oriundos dos grandes centros chegaram ao Capão atraídos pela paisagem deslumbrante e a dificuldade de acesso, que proporcionava um contato maior com a natureza. Buscavam uma vida mais natural e alternativa, dando prioridade à comida integral, fenômenos comunitários, cura própria e principalmente a espiritualidade. Aos poucos a integração cultural entre eles e a população nativa mudou o rumo do Capão. As novas perspectivas, junto ao crescimento do turismo, trouxeram de volta os familiares fugidos da recessão, gerando um crescimento da população e novos empreendimentos no local.
Atualmente, o Vale do Capão é o grande ponto de partida para os mochileiros que querem desvendar a trilha do Paty. Quem fica na vila procura se envolver com o aspecto holístico do povo, fazendo uso de tratamentos terapêuticos naturais desde massagens, leitura da íris, meditação, Ioga, cristais, produtos como sabão de argila, xampu de ervas naturais e frutas orgânicas desidratadas. Um ambiente ideal para encerrar essa série de reportagens sobre a Chapada Diamantina e aproveitar toda a magia da região, abençoada por Deus e bonita por natureza!
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Escrito por Jeferson Jess às 14h08
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