Carnaval em Superagui



 

Superagüi é uma ilha artificial criada com a abertura do Canal do Varadouro, na década de 40, para que houvesse uma ligação da Baía de Paranaguá com a região de Cananéia - SP. Em 1989, a ilha foi declarada Parque Nacional, onde apenas a Vila de Superagüi ficou fora dos limites do parque. O local faz parte do complexo estuário Lagamar que se estende desde Iguape a Antonina, uma das regiões mais importantes do país em termos de biodiversidade.

 

Este ecossistema inclui restingas, mangues, canais de rios, elevações isoladas, praias desertas, além de diversas trilhas ecológicas e exuberante Mata Atlântica. Abriga algumas espécies raras ou em extinção, como o papagaio chauá, o mico leão de cara preta e o jacaré de papo amarelo. Riqueza encontrada também na sua fascinante história, marcada pela presença do aventureiro alemão Hans Staden, que naufragou na ilha em 1549; e a vinda do pintor suíço Willian Michaud por volta de 1850, onde morou desde os vinte anos, casando-se com uma nativa e espalhando nove filhos e uma filha pelas ilhas adjacentes.

 

Superagui no Carnaval é considerado um refúgio para quem quer fugir de trios elétricos, multidões, escolas de samba, sem por isso abdicar de ir a praia. Com acesso apenas por barcos, pouca divulgação e estrutura rústica, a ilha é procurada principalmente pelos amantes da natureza, que buscam descansar e se envolver com a comunidade, não se importando em acampar na beira da praia ou dormir na casa de pescadores. Passeios até a Praia Deserta, Ilha das Peças, Reserva do Sebuí e Ararapira ocupam e encantam os visitantes durante o dia. Quando a noite chega, as crianças da vila saem pelas trilhas fantasiadas de monstros, assustando os turistas desavisados, enquanto os adultos se divertem ao som de fandango e muita cataia.

 

A origem da cataia é contraditória no vilarejo. Uns alegam que ela sempre existiu sem ter um inventor da bebida, mas o fato é que as folhas vêm apenas de um lugar: Barra de Ararapira, na divisa com o estado de São Paulo. Para chegar até a longínqua Barra é necessário ter no mínimo espírito de aventura. A melhor opção é circundar a Ilha de Superagüi por dentro da baía, percorrendo o Canal do Varadouro. Pelo mar aberto, a viagem é mais curta, mas nem sempre segura por causa dos traiçoeiros bancos de areia. A mais econômica e desafiadora é, sem dúvida, percorrer os 35 quilômetros da Praia Deserta a pé ou de bicicleta.

 

Quem se aproveita dessa mística em torno da cataia é seu Rubens, morador e dono de um boteco em Ararapira. “É o uísque caiçara”, explica ele. Apesar de ser uma planta comum no litoral norte do Paraná e Vale da Ribeira, apenas as folhas nativas de Ararapira são boas para serem curtidas na cachaça, gerando uma cor forte e gosto marcante. “Meus pais já usavam a cataia para fazer chá, curar resfriados, azia. Em 1985, achei ela cheirosa e resolvi colocar na pinga. Os amigos experimentaram, gostaram e a invenção acabou se espalhando”. Além de aroma único, parecido com uma canela amarga, a cataia reduz a acidez da cachaça, tornado a bebida mais suave a partir do segundo gole. “Ela fica boa mesmo é com cachaça barata”, garante o dono do bar.

 

Barbada:

 

Na vila de Superagui, o bar do seu Arlindo França oferece porções de peixe e camarão por módicos R$ 5. Cerveja Skol garrafa por R$ 3.

 

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Escrito por Jeferson Jess às 11h46
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Mochilas cargueiras



 

 

Imagine-se caminhando por várias horas, durante vários dias, tendo de carregar cerca de 30kg de equipamentos e tudo mais do que você precisa pra sua subsistência durante o passeio. E a medida em que o tempo passa e a distância é percorrida, a sensação de peso vai ficando cada vez maior e as dores nos ombros insuportáveis. A cada passo que dá a mochila parece jogar você de um lado para o outro, com aquela alcinha roçando em seu braço. Além disso, resolve pegar a sua câmera fotográfica que está guardada na mochila e é obrigado a desarrumá-la por inteiro, pois a bendita estava lá no fundão. Já passou por isso alguma vez? Pois é, mochilas podem ser grandes companheiras em suas caminhadas, ou grandes pesadelos, dependendo de sua escolha e da forma que você prepara ela.

 

No site MochilaBrasil há uma matéria legal sobre a mochila ideal. As diferentes marcas e tamanhos sempre assombram o viajante de primeira viagem que não sabe qual modelo escolher. Para Expedições e viagens longas de carona uma cargueira de 60 / 80 litros é suficiente, junto com uma “ataque” de mão de no máximo 20 litros. Mas para agüentar o tranco, é necessário preparar e ajustar corretamente sua bagagem:

 

 

 

Como distribuir o peso

 

1. Comece por afrouxar todas as fitas de compressão e as divisões internas.

 

2. Coloque o saco de dormir na parte inferior. Algumas pessoas colocam o saco de dormir dentro de um saco de compressão, enquanto outras o comprimem diretamente dentro da mochila. Nosso conselho é usar um saco de compressão, afim de comprimi-lo à sua medida mínima.

 

3. A seguir, coloque o corpo e o sobreteto da sua barraca, dobrados em forma de quadrado.

 

4. Próximo às costas e logo acima da barraca, mas nunca acima dos ombros, devem ser colocados os itens mais pesados: comida, combustível, fogareiro, etc.

 

5. Na parte frontal da mochila, afastado das costas, deveriam colocar-se os objetos mais leves, como roupa.

 

6. Os bolsos laterais da mochila devem ser usados para transportar garrafas de água ou de combustível, as varetas da barraca devidamente afixadas, mantendo sempre o peso balanceado.

 

7. Trate de manter os objetos de uso mais freqüente em locais de fácil acesso (mochilinha ataque) ou nos bolsos externos.



Escrito por Jeferson Jess às 11h28
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Escolhendo e ajustando sua mochila

 

1. Verifique como funciona o sistema de suspensão da mochila. No caso de mochilas que possuam sistema de regulagem da estrutura de suspensão, verifique qual é o estágio de regulagem que corresponde a sua altura.

 

2. Libere as fitas estabilizadoras das alças de ombros, colocadas na parte superior da mochila.

 

3. Libere as fitas de ajuste das alças de ombro.

 

4. Coloque peso na mochila. Se possível, coloque também um saco de dormir na parte inferior e algum peso adicional na parte superior da mochila.

 

5. Coloque a mochila nas costas, feche a fivela da barrigueira e ajuste suas fitas de compressão com firmeza.

 

6. O osso lateral do quadril deve estar posicionado exatamente abaixo da barrigueira. Uma maneira fácil de testar se a posição é correta, consiste em levantar a perna até que a coxa fique horizontal em relação ao chão: a parte superior da coxa deve ficar ao mesmo nível que o canto inferior da barrigueira. Isto é muito importante! Muitas pessoas têm a tendência de posicionar a barrigueira mais abaixo. Com isto, o osso ilíaco não vai receber o peso, ele vai se deslizar para os membros inferiores durante a caminhada.

 

7. Com a barrigueira já ajustada na posição correta, ajustar as fitas inferiores das alças de ombro. Feche a fivela da fita peitoral, pois esta oferece uma maior estabilidade à mochila, impedindo sua movimentação lateral e que as alças escorreguem.

 

8. Incline a cabeça para trás. Se a medida da mochila for a correta, você terá espaço suficiente para mover a cabeça. Porém, se a parte posterior da cabeça bater na estrutura de suspensão da mochila, isso significa que a mesma é muito grande para você. Experimente uma mochila menor.

 

9. Posicione-se de lado frente a um espelho e ajuste as duas fitas estabilizadoras das alças de ombros. Se a barrigueira estiver bem posicionada e ajustada, as fitas estabilizadoras devem apresentar um ângulo de 45º. Isto é importante! Se a posição estiver correta e as fitas estabilizadoras em ângulo de 45º, você tem uma mochila que se adapta a seu torso.



Escrito por Jeferson Jess às 11h25
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O açaí é do Brasil



 

 

O açaí é, de novo, brasileiro. A frutinha típica da Amazônia estava desde 2003 registrada no Japão como marca de propriedade da empresa K.K. Eyela Corporation. No início do mês, o Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente informou que o registro da marca “açaí” foi cancelado por ordem do Japan Patent Office, o escritório de registro de marcas do Japão.

 

A decisão não é definitiva - cabe ainda um recurso da empresa em 30 dias. Caso a empresa não reivindique a marca, o caso estará encerrado. “Isso criou um problema moral e econômico para o país. Se algum produtor quisesse exportar açaí para o Japão, teria de inventar outro nome ou pagar royalties para a dona da marca”, explica Eduardo Veléz, diretor de patrimônio genético do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Veléz, isso era usado “de forma perversa” como barreira não-tarifária.

 

Leia mais no portal G1

 

Nota da foto: Durante a passagem pelo Ceará, a Expedição conferiu de perto um drama semelhante envolvendo outro produto tipicamente brasileiro: a rapadura. O prefeito de Pindoretama chegou a conceder uma entrevista para a TV local, mostrando a maior rapadura do mundo (mais de uma tonelada), feita num engenho na beira da rodovia que corta a cidade. O evento era uma forma de chamar atenção para a patente da rapadura roubada pelos alemães!



Escrito por Jeferson Jess às 15h23
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Objetivo da Expedição
Contornar todo o litoral da América Latina utilizando apenas a carona! Uma aventura que vai promover a prática deste transporte alternativo e resgatar o humanismo entre as pessoas.


Próxima etapa
Data ainda indefinida (depende de apoios e parcerias). Saída de Curitiba, contornando todo o cone sul até alcançar a cidade de Santiago, no Chile.


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Jornalista e arquiteto de informação, 25 anos, ainda morando em Curitiba, Brasil. (ver portfólio)


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