Estou impressionado com as novidades da Internet em simular novas realidades, dando chances para as pessoas fazerem aquilo que não conseguem ou não tem a coragem de realizar na vida real. O mote do momento é Second Life, que teve sua plataforma em português lançada recentemente. Tempos atrás instalei a versão original em inglês, mas não consegui ficar mais que 15 minutos lá dentro. Achei tudo muito confuso, sem falar que o tempo estava bom aqui fora, por isso optei em pegar um pouco de Sol e tomar umas beras com os amigos. Muita gente critica programas como o Second Life, alegando causar alienação principalmente aos mais jovens. Concordo, mas vai da educação e senso de realidade de cada um.
O interessante é que as variáveis desse mundo não têm limites. Tem até programas, como o i-Doser, que imitam sensações de diversas drogas, enviando barulhos e sinais digitais prometendo o mesmo poder de efeito. A lista de psicotrópicos é grande. Cada dose é uma longa seqüência de sons eletrônicos, contínuos e repetitivos, que duram cerca de meia-hora. Como bons traficantes, eles deixam apenas duas doses free à sua disposição. Se quiser mais, terá que ir até a boca de fumo, ou melhor, até o site e comprar. Você recebe o bagulho direto via email, sem aviãozinho.
Achou perigoso ficar doidão escutando seu MP3 Player? Estão mergulhe seu avatar (você no mundo virtual) nessa viagem sem que para isso você precise sentir alguma coisa! Segundo o portal G1, o site Utherverse passou a permitir que membros de sua rede social on-line, a Red Light Center, utilizem drogas para se divertir, virtualmente é claro. Os usuários poderão realizar raves virtuais, tomar ecstasy virtual e até mesmo provar alguns cogumelos virtualmente alucinógenos. Não vai demorar para alguém espalhar uma epidemia de qualquer coisa na segunda vida e lucrar com vacinas e remédios virtuais.
Talvez o futuro disse tudo seja como o The Crims, um lugar infestado de gangsters, bandidos, marginais e todo o tipo de escória. Lá, você tem o tempo contado para conseguir o máximo de respeito que puder. Vale assaltar bancos, contratar prostituas, traficar drogas. Quem terminar o jogo com a maior quantidade de respeito vencerá! Não tenho dúvidas que o mundo virtual é uma droga, mas será que também vicia?
Se eu ganhasse uma viagem e pudesse escolher qualquer destino da América Latina, não hesitaria em conhecer a ilha socialista de Cuba. O embargo econômico que já dura quase meio século, imposto pelos norte-americanos, paralisou o país num passado que não existe mais em lugar algum. Peculiaridade que encanta os turistas, mesmo sabendo das dificuldades do sistema acarretadas a população local.
Autor de uma interessante matéria sobre a Cuba Hoje, publicada na revista Carta Capital, Marcelo Terence conta que a precariedade do transporte público da ilha fez o governo criar um programa oficial de caronas. Segundo ele, as pessoas que circulam sozinhas por Havana são obrigadas, sob risco de serem multadas, a dar carona. “É comum as pessoas pedirem e pegarem caronas com estranhos pelas ruas da cidade. Como a violência é quase inexistente e até a televisão fica passando no noticiário aquelas pessoas flagradas recusando o pedido de carona, a tendência é o programa surtir algum efeito”.
Vale lembrar que o governo cubano, na tentativa de barrar a livre circulação de moeda estrangeira – dólar, e euro, principalmente – criou uma segunda moeda que circula entre turistas e aqueles cubanos que comerciam com estrangeiros: o peso convertible. Um convertible é trocado por quase um dólar e equivale a 25 pesos cubanos.
Sensacional essa matéria do Pânico. As gostosas das paniquetes só de lingerie vão para o acostamento descolar uma carona de caminhão. Na moita, a produtora Marlene e o Zé Ruela aguardam sinal para embarcar, tática já denunciada aqui na Expedição. No papel de apresentadora burra, Sabrina apavora os caminhoneiros pelo caminho, demonstrando que está afiada no humor. Afinal, com mulher de bigode nem diabo pode!
Objetivo da Expedição
Contornar todo o litoral da América Latina utilizando apenas a carona! Uma aventura que vai promover a prática deste transporte alternativo e resgatar o humanismo entre as pessoas.
Próxima etapa
Data ainda indefinida (depende de apoios e parcerias). Saída de Curitiba, contornando todo o cone sul até alcançar a cidade de Santiago, no Chile.