Álibi na net, a salvação dos mentirosos

Crédito da charge: via CartoonStock
A Alibi Network, que atua nesse mercado há dois anos, afirma inventar, criar e fornecer desculpas e álibis para pessoas que desejam justificar suas ausências. O serviço inclui um número virtual de telefone para um hotel, com atendimento 24 horas, reservas falsas de passagens aéreas, com tíquetes eletrônicos, reservas de hotéis e detalhes sobre uma suposta conferência. Além de álibis e desculpas, a empresa também fornece serviços discretos de compras em todo o mundo.
Apesar de os Estados Unidos responderem pela maioria dos clientes, o site foi visitado por pessoas de mais de 150 países. O setor está indo tão bem que a companhia pretende abrir três escritórios na Europa e oferecer desculpas em outras línguas além do inglês. Leia mais no portal G1
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Escrito por Jeferson Jess às 12h40
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Quando o feriado esconde uma fortuna

O céu azul nas primeiras horas da manhã de terça-feira já denunciava. Seria um dia quente e seco em Curitiba, condição ideal para abandonar a cidade e fugir do marasmo enfadonho que toma conta da capital nos feriados. O roteiro escolhido para o bate-volta da Expedição foi descer a bela Estrada da Graciosa com destino a Morretes, culminando num retorno místico e misterioso pela antiga Estrada do Anhaia.
Poucos sabem da história, mas boa parte do Anhaia sobrepôs o lendário Caminho do Arraial, uma das três picadas que cortavam os vales da Serra do Mar paranaense nos tempos do Brasil colônia. Elas formavam uma rede de artérias que interligava o agitado comércio do planalto às cidades de Morretes e Antonina. Diferente da Graciosa e do Itupava, o Arraial não partia de Curitiba. Era uma opção dos moradores de São José dos Pinhais, que no século XVII havia despontado graças à febre do ouro. O metal precioso, porém, durou pouco e a trilha então passou a servir como rota de comércio dos tropeiros, que levavam erva-mate e madeira para o litoral.

O percurso da Estrada do Anhaia é uma belíssima viagem ao passado, onde em cada curva desvendam-se ruínas, alambiques abandonados, antigas casas dos senhores de engenho e imponentes montanhas da Serra do Mar. Mais à frente, a estrada termina no Parque Estadual do Pau-Oco, pouco conhecido e divulgado, guardião da trilha para o Salto da Fortuna, um paraíso encravado na Floresta Atlântica.
Antes de encarar a trilha do Parque, pausa para um piquenique de gala, com direito a sandubas naturais, suco e frutas. De pança cheia, seguimos em frente por quase 1 hora de caminhada média, atravessando diversos riachos com pedras lisas e perigosas. A trilha chega ao fim num imenso salão de natureza, que descortina o Salto da Fortuna, com quase 50 metros de altura. Sua piscina natural de grande profundidade é convite para um mergulho gelado e revigorante. Diz a lenda que na época dos jesuítas, tesouros foram escondidos naquele poço, por isso o nome da cachoeira. Fortuna, que para mim, foi exposta pela natureza.
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Escrito por Jeferson Jess às 00h17
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